- 20/05/2007 a 26/05/2007
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CONTOS E ENCANTOS SOBRE A ORIGEM DAS FADAS:




A Origem do nome FADA:


Qual o sentido da palavra fada?... Simbolicamente quando pronunciamos esta palavra, vários sentidos nos despertam...
É uma palavra por si só carregada de magia e encanto e sua origem arcaica carrega através do tempo o peso alegórico do seu poder...


Segundo o escritor e psicólogo José Carlos Leal; a palavra “FADA”, tal como aparece nas línguas românticas faee, fee no francês,
fada no português, hada no espanhol ou fata no italiano, têm a sua origem na palavra latina fatum que significa “Destino”.
Essas palavras, no quarto século de nossa era, eram usadas no plural feminino e equivalente a parcas, divindades relacionadas com o destino.
Na Idade Média, encontra-se o uso, em latim, do verbo fatare com o sentido de encantar,
verbo dotado com o mesmo sentido pelo italiano, provençal, espanhol e português.
Em nossa língua, usa-se também o verbo fadar com o sentido de dar um destino bom ou mau a alguém ou a alguma coisa,
daí o adjetivo fadado para indicar uma pessoa marcada pelo destino.
É com essa idéia de trazer um destino que as fadas aparecem nos contos de fadas populares, como Bela Adormecida e Gata Borralheira (Cinderela).
Assim, a palavra fada transita em uma espécie de região brumosa, envolta em mistério como os seres que ela designa.






A Origem do Mito FADA:


Do ponto de vista animista, as fadas são como os deuses e outros espíritos da natureza produtos da imaginação popular
que a tradição conserva e enriquece através da ação dos contadores de história em geral.
Segundo os membros da Tradição das Fadas Wicca... Há várias facções e ritos, conhecimentos que tiveram origem
entre os antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao migrarem para as colinas e altas montanhas devido
às guerras e invasões ficaram conhecidos como Sides, Pictos, Duendes ou Fadas. Uma Bruxa desta Tradição poderia
ser ou trabalhar, mas não necessariamente: - Com energias da natureza e espíritos da natureza,
também conhecidos como fadas, Duendes, etc.

Segundo um texto pesquisado e desenvolvido por Rosane Volpatto, desde os primórdios da civilização, segundo nos contam
livros muito antigos, as pessoas estavam mais em contato com a natureza e seus fenômenos, essas fantásticas "presenças"
faziam parte da vida cotidiana, instaladas nos bosques, nos arroios, na cozinha, na cabeceira da cama das crianças doentes, etc.
Depois que o homem trocou o campo pela turbulência dos grandes centros urbanos, elas deixaram de ser ouvidas.





Embora os grandes desmatamentos e o crescimento das civilizações, há os que acreditam que muitos desses seres ainda vivem entre nós...
Muitos deles se adaptaram e se habituaram a viver escondidos entre a atumultuada civilização e modernas construções humanas...
Elas preferem as construções mais antigas e sobrevoam por todos os lugares...
Adoram bibliotecas e estantes de livros, pois assim vão aprendendo sobre o cotidiano e suas mudanças humanas...
Sobretudo as cozinhas onde sempre sobrevoam em busca de especiarias e petiscos doces...
Adoram luzes e objetos brilhantes, muitas vezes aproximando fascinadas, por isso estão sempre sobrevoam próximos dos lustres,
velas acesas e das chamas do fogão para se aquecerem... Muitas vezes correndo sérios riscos de serem notadas ou de se queimarem...




   








Lendas da Origem do Mito FADA:


Popularmente, se crê que as fadas e o resto do Povo Pequeno remontam dos tempos mais antigos da Terra,
quando ainda estavam em formação os montes e os oceanos e não havia ainda surgido o primeiro "homo sapiens".
Viviam em um lugar determinado do planeta, mas não tardaram a se estenderem por regiões mais longínquas,
ao mesmo tempo que se iam formando as montanhas, os mares e os rios, e aparecia o homem primitivo.
Para explicar sua remota origem, existem uma série de lendas, onde quase todas possuem uma fonte comum: a "caída" de anjos.




Na Irlanda, existiu a crença de que as fadas seriam anjos caídos, que foram expulsos do céu pelo Senhor Deus, em virtude de
seu orgulho pecaminoso. Alguns caíram no mar, outros em terra firme e os que sobraram no mais profundo do inferno.
Esses últimos, receberam do diabo o conhecimento, poder e os envia para a terra, onde trabalham para o mal.
Entretanto, as fadas da terra e do mar seriam em sua maioria seres belos e bondosos, que não causam nenhum dano,
se as deixarem em paz e lhe permitirem dançar em seus anéis feéricos a luz da lua com sua doce música,
sem ser molestadas com a presença dos mortais.

Dá-se a idéia também que foi assim que se formaram os elementais da água, fogo, terra e ar...
Cada um deles responsáveis dentro de suas funções, em ajudar a manter o equilíbrio da terra...





Nos países de terras geladas, há uma outra versão irlandesa para o surgimento desses seres, conforme essa versão conta-se que na época
do Paraíso Terrestre, Eva, a primeira mulher e mãe na terra, estava banhando seus filhos nas águas de um rio quando Yahvé, Deus,
falou com ela. Apavorada com a voz divina, ela escondeu os filhos que ainda não havia lavado. Deus, então lhe perguntou se todos
os seus filhos estavam ali. E ela respondeu que sim. Como não se convenceu da resposta, Deus advertiu a Eva:
“Os filhos que escondeste de mim serão, também, escondidos dos homens”.
Foi desse modo que os filhos que Eva havia escondido de Deus se transformaram em elfos, gnomos e fadas. Rosane Volpatto,

   



Acreditava-se ainda em Cornualles, uma região inglesa, que as almas das crianças mortas sem batismo, tornavam-se "PISKIES" (duendes) e
apareciam no crepúsculo na forma de pequenas mariposas noturnas brancas. Os duendes "KNOCKER", das minas de estanho também eram
considerados almas de mortos, mas nesse caso, eram os judeus que haviam sido transportados para lá por sua participação na Crucificação.
A tradição celta possuía uma percepção admirável da maneira como o tempo eterno está entrelaçado com o nosso tempo humano.
Existe uma história de Oisín, que era um dos Fianna, um grupo de guerreiros celtas, que sentiu uma grande vontade de aventurar-se a
chamada Tír na nóg, a Terra da Eterna Juventude, onde vivia o povo encantado. Chegando ao seu destino, durante muito tempo viveu
feliz com sua mulher Niamh Cinn Oir, conhecida como Niamh dos cabelos dourados. O tempo pareceu voar, por ser um tempo de grande felicidade.
Mas um dia, a saudade de sua vida antiga passou a atormentá-lo. Tinha agora, curiosidade de saber como estavam os Fianna e o que estaria
ocorrendo na Irlanda. Esta é uma excelente história para mostrar a coexistência dos dois níveis do tempo.
Se ultrapassasse o limiar que as fadas observaram entre estes dois níveis de tempo, terminava-se enredado no tempo mortal linear.
O destino do homem neste tempo é a morte. Já no tempo eterno é a presença ininterrupta. Todos os contos de fadas celtas sugerem uma região da alma que é habitada pelo eterno. Existe uma região eterna em nosso íntimo,
onde não estamos sujeitos às devastações do tempo atual.
Os escandinavos contam ainda, em uma versão mitológica, que foram os vermes que surgiram do corpo em decomposição do gigante Ymir,
que se converteram em: elfos claros, elfinas e elfos escuros. O verme é símbolo de vida que nasce da podridão.
É ainda, símbolo da transição da terra para luz, da morte para a vida, do estado larvar para o vôo espiritual. Rosane Volpatto,

Mas também existem belíssimas versões que mantêm o encanto e a fantasia que um bom conto de fada pode buscar...
Versões que como os belos contos faz nossa mente divagar... Por exemplo segundo James M.Barrie criador de Peter Pan,
"Quando o primeiro bebê riu pela primeira vez, o riso quebrou em mil pedaços e eles todos foram saltando e assim, nasceram as Fadas."




Todo o norte da Europa possui um rico conhecimento sobre as fadas, assim como as Ilhas Britânicas e de igual maneira, não são ignoradas
na Alemanha, já que ali são conhecidas pelo nome de Norns, fiandeiras ao estilo das Parcas gregas.
Na França encontramos a Dame Abonde, uma fada, cujo o próprio nome já invoca a abundância. Na Itália é venerada como Abundita,
uma Deusa da Agricultura. Em terra romana ainda, é muito conhecida a figura mítica da fada Befana, cuja função é estabelecer
uma ligação das famílias atuais com seus antepassados, com uma troca de presentes.
Ocupa, portanto a função de uma educadora-pedagoga que recompensa ou pune as crianças na época natalina.
Befana é a Grande Avó que preside várias fases de desenvolvimento das crianças.O certo é que todas as culturas e todos os povos primitivos
adoravam os velhos espíritos da natureza, suscitados pelo animismo (crença religiosa que considera todo o ver vivo e todo o objeto
possui um espírito ou força interior), que mais tarde deram nascimento, entre os babilônios e gregos, à deidades terrestres e
aquáticas, com toda uma sofisticada genealogia de Deuses. Muitas foram as teorias que se formaram sobre a possível etimologia
das fadas, fazendo-as descender de antigas divindades celtas (Deusa Danann) ou de Dianas romanas.




Na realidade, no entanto, tanto sua origem como suas possíveis etimologias, se perdem na noite dos tempos ao se tratar de seres que iam se
adaptando às circunstâncias das épocas, pois nem sempre se chamaram fadas, nem ninfas, nem lamias, nem elfos...
Porém eles permanecem no meio de nós, com diversas aparências e revestidos de numerosos nomes.
Já dizia o inglês William Shakespeare, que há mais coisas nesta terra do que alcança a nossa precária percepção.
Carl Jung complementa, ao afirmar que existe e sempre existiu, um realismo mágico contraposto a todo o mundo real.
É justamente através da dualidade destes opostos, é que se estabelece uma função reguladora.
Se o ser humano não oscilar entre estas oposições, o espírito morrerá.
Entre o real e o mágico existe uma espécie de fluidez intemporal que se rege pelo inconsciente coletivo.
O realismo mágico descrito por Jung, é regido por uma fonte que nos é mundo familiar e transcende a um mundo de contrastes
entre os opostos. Isto é, toda a magia se nutre dos conteúdos do consciente coletivo, da nossa "memória ancestral".
É através desta memória que ocorre a inversão do tempo.
Tudo o que vivemos, experimentamos ou herdamos, fica armazenado no templo de nossa memória. Sempre que nos aprouver, podemos regressar
e passear pelas salas desse templo para despertar e reintegrar tudo que já nos aconteceu.
Será esta reflexão que irá conferir profundidade a todas as nossas experiências.
Hoje, início do terceiro milênio, com um mundo globalizado, com nações mais preocupadas em garantir seu poderio político-econômico,
muito pouca atenção se dá a este tipo de memória. Rosane Volpatto,

O certo é que não existe certo ou errado no mundo das fadas, da fantasia... E que apesar de todas crenças, lendas e hipóteses,
chegamos até aqui... E o universo por si só nos guarda muitos mistérios... Segredos imaculados que há apenas uma forma de
desvendá-los... É através do portal mágico do nosso íntimo... Só você mesmo pode encontrar o caminho...
O certo é que bem sabemos que a maior magia da terra está dentro de nós mesmos e é através dela que os sonhos se concretizam...
As fadas estão por aí, livres, espalhando seus encantos por todos lugares... Apesar da extinção exacerbada dos últimos tempos,
pois a falta de crença das pessoas no encanto e na magia de sua existência é o que mais as extinguem deste mundo, as fadas ainda resistem... É através dos contos, da magia que as mantemos vivas... (Sária)


   



Obrigada a todas as amigas fadas que me conduziram até aqui... Pois eu acredito... Sem vocês a magia se perde... Bjos (Sária)

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